Carro a gás: mais autonomia, sem descuidar da segurança
Ainda vale a pena ter um carro movido a Gás Natural Veicular (GNV)? É o que se perguntam muitos motoristas desde que este combustível perdeu o status de mais barato para o álcool, influenciado pela variação de preços do petróleo.
Especialistas do setor, porém, garantem que é do GNV a melhor relação custo-benefício para quem trabalha com o carro ou roda muito – em torno de 70 km por dia. Veja esta simulação:
Alguns estados tornam a conversão mais atraente ao oferecerem redução da alíquota do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para veículos movidos a GNV. O desconto chega a 75%, em alguns casos.
Saiba mais sobre o GNV, antes de optar pela conversão
- Sua queima é mais "limpa" e polui 70% menos que a da gasolina.
- O gás é considerado extremamente seguro, tanto pela resistência a colisões do cilindro quanto pelas características do próprio gás (que se dissipa rapidamente na atmosfera em caso de vazamento).
- Todo veículo precisa de avaliação técnica antes de receber o cilindro de GNV. "Verificamos se ele funciona bem em seu combustível original e se tem problemas mecânicos ou elétricos que poderão interferir em seu desempenho futuro. Falhas preexistentes no motor, por exemplo, têm de ser solucionadas antes da conversão", explica Sílvia Lescaut, gerente de Vendas do Centro Automotivo Imperial da Quinta.
- Veículos nacionais costumam adaptar-se melhor aos kits GNV do que modelos importados, cuja conversão é mais cara e nem sempre satisfatória.
- A requalificação do cilindro precisa ser feita a cada cinco anos. Injeção eletrônica, velas e filtros de ar também precisam de manutenção periódica para garantir um desempenho eficiente.
Confira, no vídeo à direita da página, as principais regras de segurança para instalação e manutenção de um kit GNV.
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